por Alisson Almeida
Depois dos desembargadores Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz, acusados de participação no esquema de desvio de dinheiro do setor de precatórios do Tribunal de Justiça do RN, agora é a vez do desembargador Expedito Ferreira se ver às voltas com uma denúncia. O Ministério Público Estadual apresentou denúncia formal contra o magistrado por seu suposto envolvimento com a quadrilha que atuava no Detran-RN, desbaratada pela Operação Sinal Fechado.
A representação contra Expedito Ferreira está sendo analisada pela Procuradoria Geral da República (PGR), onde foi protocolada no último dia 26 de março, segundo informou o Diário de Natal. O magistrado é pai de Érico Ferreira, ex-diretor do Detran-RN, citado nas gravações da Operação Sinal Fechado.
O nome de Expedito Ferreira também aparece várias vezes nas escutas da Operação Sinal Fechado. Nas conversas, o magistrado é citado como uma espécie de intermediador dos empresários Gilmar da Montana e Edson Cézar Cavalcante Silva (MOU) com o governo estadual.
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Os empresários desejavam se aproximar da gestão da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Expedito tentou fazer a ponte com o primeiro cavalheiro, Carlos Augusto Rosado. Diante da insistência do desembargador para retomada da inspeção veicular, o marido da governadora diz: “Expedito, tenha calma aí“, segundo gravação divulgada pelo MP.
Os homens de toga do Rio Grande do Norte estão cada vez mais em apuros. Lentamente, o véu que encobria seus esquemas fraudulentos vai se descortinando e a sociedade vai tomando conhecimento do mar de lama que se instalou na mais alta Corte da Justiça do Estado.


